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BRASIL, Sudeste, VITORIA, Mulher, de 20 a 25 anos, English, Spanish, Arte e cultura, Viagens

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o menino do pijama listrado - john boyne
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Female/21-25. Lives in Brazil/Vitória, speaks Portuguese and English. My interests are livros e discos/filmes e comidinhas.
This is my blogchalk:
Brazil, Vitória, Portuguese, English, Female, 21-25, livros e discos, filmes e comidinhas.



em busca do tempo perdido


mais do mesmo em:

http://vinteenove.posterous.com



- Postado por: Mel às 17h10
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i couldn't help but wonder


ontem assisti ao sex and the city the movie e na cena de abertura (meus spoilers terminam aqui) carrie reflete sobre o que leva todas essas mulheres a nyc e conclui: labels and love. e nao foi dificil olhar ao meu redor e concluir que aqui na minha nyc brasileira as pessoas vêm em busca da mesma coisa - o amor. por mais cafona e ilógico que possa parecer, e por isso adotamos o discurso padrão da busca por oportunidades profissionais, quando chega o momento de fazermos o balanço nada pesa mais que o amor.

e no entanto, no meio de toda essa confusão (e uma certa dose de orgulho), a nossa lista de prioridades se inverte facilmente e o amor vai lá pro final. acho engraçado a resistência em admitir que o amor nos move, com certeza pelo temor de sermos julgados pelas pessoas ao nosso redor, sem levar em consideração que elas também querem a mesma coisa.



- Postado por: Mel às 09h41
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depois de tanto tempo sem olhar pra cara deste blog me deparei com uma frase salva em meus rascunhos virtuais, de uma cineasta chamada ana carolina (tenho certeza que em 2005 eu lembraria seu sobrenome, mas hoje... - veja que eu mal lembrava que ainda tinha um blog). enfim, linda frase:

obrigada, homens da minha vida, por todo amor que puderam me dar e que eu sempre achei pouco.



- Postado por: Mel às 09h18
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da importância do rafael


eu acho que devo ser a audiência padrão de todas as mídias, porque me vicio em tudo o que é viciável: de orkut a websudoku, e é lógico que o big brother entra nesse pacote. não só assisto como discuto e tal. o problema é que a edição deste ano só tem péla saco!! o único que ainda se salva é o rafael.

quando o programa começou eu achava que ele era chato como os outros, mas depois eu fui percebendo que ele não fazia chatices mas idiotices* e nesse momento ele me ganhou. porque eu acho que todo mundo é meio pateta, mas pega mal ser assim (afinal é preciso manter o ar descolado!). o único lugar em que pessoas desastradas, que falam demais e sempre (sempre!) dizem a coisa errada no pior momento se dão bem é na comédia romântica hollywoodiana (post sobre o tema em breve).

quantas vezes eu banquei a doida quando achava que estava sendo charmosa? e quantas vezes as minhas opiniões vão diretamente do coração para a boca?? inúmeras!

sem contar que inicialmente ele parecia um pouco o saullo do mundo bizarro né? ele amava a mariana, o saullo pegou. depois ele amava a roberta, o saullo pegou também. então ficava tipo um contraponto do galã e do comediante, a presença do gatão fazia o nosso herói parecer mais ridículo

por isso eu apóio o rafael e torço pra ele ganhar o milhão. porque a patetice precisa ser banalizada!!!

*veja bem, não acho que ele seja idiota em relação ao jogo. muito pelo contrário, ele é o que mais saca o que está rolando na casa. me refiro aos pocket freak shows que ele dá todo dia. adoro.



- Postado por: Mel às 21h59
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under construction


oba!!! o orkut está fora do ar!!
vamos tentar voltar com a programação normal.

- Postado por: Mel às 21h40
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fuga


ontem um amigo me ligou: melina, precisamos sair daqui. a hora é essa, se a gente não se mexer, vamos ficar aqui pra sempre. eu falei de uma poesia do drummond de que eu gosto muito e caímos os dois em desespero.

ele falou, melina, eu me jogo. e eu disse: sou cética. eu poderia ter herdado da minha mãe os olhos azuis, mas tudo o que eu consegui foi o gosto pelas coisas certas,  que de vez em quando vem à tona. sempre que a palavra sempre está em jogo. porque é muito difícil pensar que a gente pode mudar a nossa vida várias vezes. então pra mim a fuga (percebam que eu uso a palavra fuga conscientemente - mas na verdade eu quero mesmo é um encontro), melhor dizendo, a mudança é de uma vez e deve ter um propósito.

acho que pela 1ª vez eu tenho tantos motivos para ficar quanto para partir, vejo muitos exemplos e nenhuma resposta, e às vezes eu tenho trezentos anos, mas nessas horas eu tenho 17. não é à toa que o diretor que vai filmar a minha vida é o woody allen (o filme vai se chamar melina e melina - hohohoho).

ah sim, a poesia do drummond:

FUGA

De repente você resolve: fugir.
Não sabe para onde nem como
nem por quê (no fundo você sabe
a razão de fugir; nasce com a gente).

É preciso FUGIR.
Sem dinheiro sem roupa sem destino.
Esta noite mesmo. Quando os outros
estiverem dormindo.
Ir a pé, de pés nus.
Calçar botina era acordar os gritos
que dormem na textura do soalho.

Levar pão e rosca; para o dia.
Comida sobra em árvores
infinitas, do outro lado do projeto:
um verdor
eterno, frutescente (deve ser).
Tem à beira da estrada, numa venda.
O dono viu passar muitos meninos
que tinham necessidade de fugir
e compreende.
Toda estrada, uma venda
para a fuga.

Fugir rumo da fuga
que não se sabe onde acaba
mas começa em você, ponta dos dedos.
Cabe pouco em duas algibeiras
e você não tem mais do que duas.
Canivete, lenço, figurinhas
de que não vai se separar
(custou tanto a juntar).
As mãos devem ser livres
para pessoas, trabalhos, onças
que virão.

Fugir agora ou nunca. Vão chorar,
vão esquecer você? ou vão lembrar-se?
(Lembrar é que é preciso,
compensa toda fuga.)
Ou vão amaldiçoá-lo, pais da Biblia?
Você não vai saber. Você não volta
nunca.
(Essa palavra nunca, deliciosa.)
Se irão sofrer, tanto melhor.
Você não volta nunca nunca nunca.
E será esta noite, meia-noite.
Em ponto.

Você dormindo à meia noite.



- Postado por: Mel às 22h42
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livro de sonhos


tem uma coisa que eu adoro, que é lembrar dos meus sonhos. e eu quase sempre consigo lembrar deles em detalhes pra depois tentar analisar seus significados (mais no sentido de auto-conhecimento do que para prever o futuro ok?), mas grande parte das vezes eu não consigo entender bulhufas.

só que o da noite passada superou todos. eu era as pernas da cameron diaz; um ser formado de pernas e eu era a cameron diaz. eu caminhava angustiada porque não podia pegar as coisas afinal eu não era nada e não tinha nada, só pernas, mas eu sabia que tinha um homem que não tinha pernas, era só dos quadris pra cima e eu também sabia que se eu me unisse a ele nós viraríamos uma pessoa. de repente eu era eu de novo, e estava numa festa, numa mansão. comecei a caminhar e encontrei uma menina que estudou comigo na 6ª série e ela me deu os parabéns pela minha gravidez. então apareceu a menina mais antipática da minha sala, me entregou a câmera do bruno e me pediu pra tirar uma foto dela com bel. daí do nada aparece o emílio surita do pânico. ele era o dono da mansão e estava dirigindo uma daquelas máquinas de demolição com uma bola de ferro pendurada e destruía a casa. fim.

alguém arrisca uma interpretação?



- Postado por: Mel às 21h47
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impressões da cidade grande


cada vez que vou a são paulo volto com uma impressão diferente, de modo que não consigo saber se amo ou odeio essa cidade. na parte que amo estão sem dúvida as mil manifestações de arte que pipocam por todos os lados. na parte que odeio, a fumaça e a noite laranja e sem estrelas. mas acho que a parte boa não existiria sem a ruim. na explicação, conceitos que ouvi por aí.


para a psicanálise, a arte é uma forma de sublimação das neuroses, o artista é um neurótico do bem, que consegue produzir coisas belas enquanto a maioria de nós apenas somatiza o lixo.


então se a gente pensar nas duas cidades, são paulo e vitória, uma feia, caótica e impessoal e a outra, linda, aconchegante, quase uma rocinha, é óbvio que sampa vai reunir mais neuróticos e, com certeza, mais gente que faz arte e muito mais gente que precisa de arte. talvez seja essa a razão da escassez cultural de vitória, da pouca produção e do pouco consumo. resta saber se vale a pena trocar o céu estrelado pela arte em meio ao caos. eu ainda não sei. 



- Postado por: Mel às 07h41
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é por essas coisas que eu adoro a internet


o que é a criatividade das pessoas, não é minha gente?

- Postado por: Mel às 22h10
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voltando do ortopedista


 

então eu tenho escoliose. ou seja, basicamente, a minha coluna é a representação gráfica das idéias na minha cabeça.



- Postado por: Mel às 22h04
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melina 1x0 murphy


sábado à noite aconteceu uma inversão rara na minha vida. algo que tinha tudo pra dar errado deu certo e foi ótimo. eu já estava me preparando pra escrever a continuação do ótimo "como me fudi por completo no show dos los hermanos" porque o show deles aqui em vitória estava reunindo todas as condições para um programa de índio: um lugar que eu detesto, onde não caberiam todas as pessoas que compraram ingresso, (especialmente os 50% delas que se acham os fãs nº1 da banda) a tarefa de babysit um canadense que eu nunca tinha visto, chuva e as músicas do cd novo que estão de cortar os pulsos.

então depois de levar muitos pisões no pé eu me desliguei de tudo e amei o show. nem me importei de ficar horas na chuva esperando um táxi, porque a van que estava carregando a minha banda preferida passou do meu lado e eu, cansada, feia e patética, dei tchauzinho pro marcelo camelo.



- Postado por: Mel às 21h30
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escolhas


algumas muito banais, como pegar um bombom numa caixa e outras mais sérias, como ir ou ficar. fazemos escolhas o tempo todo. mas em certos momentos a vida parece que nos coloca diante de escolhas definitivas e determinantes em relação a tudo o que se quer construir dali pra diante. eu me assusto tanto diante desse definitivo que geralmente acabo achando que ele é necessário. mas essa é outra história...

porque a minha indagação é sobre causas, não conseqüências. será que a causa de uma escolha é tão ou mais importante que a própria escolha? quanto mais riscos a escolha oferecer, maior a responsabilidade sobre o motivo dela. o eterno será que vale a pena. acho que se existe um deus da inércia o seu nome deve ser será que vale a pena. nada favorece mais a letargia do que essa pergunta. porque assumir riscos requer grande coragem.

o que você é capaz de fazer por um grande amor? por um sonho? por dinheiro? a minha resposta é: nada. quero fazer escolhas por mim e se elas resultarem num grande fracasso a culpa não é do amor, nem do sonho, nem do dinheiro. e sempre há a possibilidade de no meio do caminho mudar o amor, mudar o sonho... quem pode saber?



- Postado por: Mel às 09h25
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4


se a gente não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar...

(contando as horas para o show dos barbudinhos!)



- Postado por: Mel às 13h31
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a fantástica fábrica de chocolates


eu tenho muitas razões pra ter amado o novo "fantástica fábrica de chocolates": o johnny depp, que é uma boa razão pra amar qualquer filme; a minha condição de chocólatra (quem nunca quis uma piscina de chocolate??); os esquilos descascadores de nozes; "candy doesn't have to have a point. that's why it's candy". a nova versão dá menos medo e não superou a antiga, mas resultou num filme bem diferente; e o melhor: descobri que várias pessoas dançam pior do que eu, elas são chamadas oompa loompas.



- Postado por: Mel às 12h49
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hoje eu andei de ônibus sem pagar passagem


"não pago/ não vou pagar / essa passagem vai ter que abaixar!!"

olha que bonito isso.

o que o jornal chamou ontem de confusão eu chamo de organização. a gente fala tanto na tal "sociedade civil organizada" e quando ela atua a gente finge que não participa.

as empresas de ônibus de vitória foram derrotadas na justiça pela absurda escala de trabalho que impunham aos  motoristas e como conseqüência tiveram que contratar mais empregados. então, como seus gastos aumentaram, acharam justo repassá-los para o povão. e o governador concordou, como se fosse a única solução possível. eu acho que chegou a hora de aplicar algumas coisinhas que estão na nossa constituição.

o art. 170 diz que a ordem econômica do estado brasileiro tem como finalidade "assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditamens da justiça social", obrigando ainda à observância do princípio da função social da propriedade. isso quer dizer que nós seguimos o regime capitalista, mas com um limite, que é a chamada "dignidade da pessoa humana". ou seja, pra mim é bem clara a opção pela pessoa em detrimento do lucro. por isso me parece que a lógica deve ser outra: ao invés de o trabalhador gastar R$ 80,00 por mês em transporte de casa para o trabalho, essas empresas deveriam ter seus lucros reduzidos, afinal de contas prestam um serviço público!

que bom que ainda tem gente que não aceita a "lógica do mercado" e faz "bagunça" pra tentar resgatar a consciência desses políticos que esquecem que foram eleitos para defender os legítimos interesses de seu povo.



- Postado por: Mel às 12h11
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